Wallace Freitas tem 24 anos, é natural de Fortaleza (Ceará), formado em Publicidade e Propaganda, fotógrafo e membro da Comunidade Shalom.

Atualmente está em missão, na cidade de Roma, na Itália. Em entrevista para a Adora, Wallace divide conosco sua experiência missionária e nos ensina sobre o chamado de comunicador dentro dela.

“Enquanto comunidade, carregamos e trabalhamos o espírito missionário, tendo como objetivo a evangelização, principalmente do jovem, para que posteriormente a evangelização se dê COM os jovens- evangelização de famílias, enfermos, necessitados.”

Conta-nos também sobre sua realidade: a profissão que passa pela vocação.

Como se deu o chamado de sair em missão? Como começou?

Conheci o chamado de sair em missão através de uma inquietação no meu coração. A medida em que eu ia rezando e apresentando essa inquietação a Deus, pedindo discernimento e sabedoria, Ele ia me confirmando esse chamado e propósito.

Com o discernimento que me foi dado, o Senhor me encaminhou a unir o ser missionário com a comunicação, ou seja, viver a missão dentro da minha área de atuação profissional.

Além disso, em Roma está a Assistência Internacional da Comunidade Shalom, responsável pela difusão do carisma Shalom para outros países e por tornar visível a comunidade, a vocação e a Igreja, através dos meios de comunicação.

O que te levou a acolher esse chamado missionário?

No começo eu me fiz cego diante desse convite de Deus, mas Ele não desistiu e a inquietação continuou no meu coração, o que me confirmava a cada dia.

O desejo de ser uma igreja em saída, de partir em missão, de dar tudo é que me levou a acolhe-lo. Deus me deu tantas coisas e para mim, a melhor forma de agradecer é com a disponibilidade da minha vida.

Fui percebendo que a missão não é fazer muitas coisas, mas SER. É aquilo que eu sou que permite que Deus alcance os corações que precisam ser conquistados.

Hoje sei que o coração do outro é minha terra de missão e é isso que dá sentido a todas as graças, alegrias, dificuldades e sofrimentos que nos deparamos na missão.

Qual o propósito principal dessa missão em Roma? E quais os projetos que estão sendo desenvolvidos?

O meu propósito principal aqui, é trabalhar com a comunicação, através da arte, fotografia, projetos gráficos, tornar visível a beleza da Igreja, o amor de Deus com as pessoas, a misericórdia através do testemunho de cada missionário.

Um lema que carregamos é de que não é que nos tornamos visíveis, mas tornamos visível aquilo que comunicamos e o que comunicamos é Jesus, a experiência pessoal com o ressuscitado que passou pela cruz.

O Shalom vive um tempo de grande novidade, com a dimensão do Centro São Lorenzo, que passou a ser administrado pela comunidade.

O trabalho se iniciou dia 1 de outubro, dia de Santa Teresinha do Menino Jesus, uma santa jovem, padroeira das missões. Nosso trabalho é o acolhimento, administração das realizações de missas e o trabalho no escritório da assistência internacional.

O centro foi, em 1983, dedicado aos jovens por São João Paulo II. É um lugar de acolhimento de peregrinação de todo o mundo e principalmente dos jovens. Lá se encontra também a primeira cruz da Jornada Mundial da Juventude.

Ele também é visto como o lugar do jovem na igreja, a casa do jovem- qualquer jovem que queira ser acolhido é bem-vindo.

O Centro São Lorenzo passou por um processo em sua identidade visual, através dessa missão, como aconteceu?

Logo quando assumimos o Centro, pensamos em atualizar a identidade visual dele. Para isso, fizemos diversos estudos com a identidade antiga, em busca dessa atualização.

Fui responsável por criar essa nova identidade: com imagens de jovens, com mais cores, utilizando mais conceitos e assim, o Centro contou com uma nova marca.

Quando me foi solicitada essa atualização, fomos antes de tudo rezar, para que a criatividade fosse realmente inspirada pelo Espírito Santo e nessa oração o Senhor nos pedia uma novidade, uma identidade atual.

Os elementos que já faziam parte da antiga identidade continuaram os mesmos, porém aplicados a uma outra estética: o globo (simboliza o mundo), a cruz (símbolo da cruz peregrina) e a cúpula do Vaticano. As cores também permaneceram as mesmas, mas foram utilizadas de uma outra forma.

Foi de fato uma inspiração do Espírito Santo- o espírito que recria e traz novidade.

Além do Centro cuidamos da comunicação de outras formas, envolvendo a comunicação internacional da comunidade (redes sociais, portal da comunidade, traduções de livros, formações, postagens) e também a fotografia.

A localização do centro não é tão conhecida e pudemos ver que através dessa mudança da identidade visual, ele se torna visível, o que nos confirma que a identidade é essencial para a comunicação.

União do vocacional com o profissional

Wallace nos contou que descobriu sua vocação e sua profissão através do serviço a Deus, quando no inicio da sua caminhada dentro da comunidade Shalom, foi convidado a participar da comunicação de um evento, com a fotografia.

“Na missão, na oferta e na doação fui descobrindo os dons que o Senhor me deu e na faculdade fui estudando e me aprofundando naquilo que já era dom de Deus em mim.

Fui de ciências biológicas a publicidade e quando olho para onde estou hoje, vejo que jamais estaria vivendo a experiência que vivo, se não tivesse sido conduzido por Ele.”

A experiência relatada pelo missionário nos ensina que devemos ouvir o chamado de Deus, acolher e servir com os dons recebidos. Ser comunicador e missionário é uma vocação que deve ser impulsionada pela escuta do Espírito Santo!

Conhecemos o Wallace na Missão que fizemos em Fortaleza e sempre compartilhamos conhecimento com as experiências vividas como comunicadores! É possível viver a santificação através do trabalho!

 

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