As palavras “comunicação” e “comunhão” não tem raízes em comum à toa. Comunicação gera comunhão. Comunhão gera comunicação. Um círculo que gera frutos de unidade.

Comunicação significa “colocar em comum”, compartilhar, comungar. Seu sentido está associado à Igreja cristã, por isso para nós, cristãos, é ainda mais relevante refletir e viver a comunicação.

A teologia da comunicação afirma que o primeiro grande comunicador é Deus. Ao se revelar a nós, ao colocar em comum seu projeto de amor, desde a criação, Deus se comunica. Mais do que nos ensinar coisas, Deus nos fala Dele mesmo, de seu amor, de sua vontade. A comunicação de Deus é, portanto, um dom. Deus partilha conosco de si mesmo.

A comunicação verdadeira é aquela que permite abrir, ao outro e a Deus, nosso mistério de vida, o nosso sagrado, nossa verdade.

Se comunicação se refere à comunhão, diabólico é exatamente o contrário, o que divide. Em nosso meio, encontramos diversos tipos de comunicação, visto que nem toda comunicação tem como objetivo comunicar a verdade e com a verdade. Assim, precisamos ser vigilantes, para que não comuniquemos outro, se não Jesus Cristo e não geremos divisões ao invés de uniões.

A comunhão, fruto de uma comunicação verdadeira e eficaz, antes passa por diversos desafios, tentações- mentiras, máscaras, fechamentos, superficialidades.

O cardeal Carlo Martini ensina-nos que, apesar de toda a “incomunicação”, fomos feitos para a comunicação. Por isso, devemos ter firmes a certeza de que somos imagem de Deus comunicador. O Senhor nos fez para a comunicação. “É o próprio Deus quem vem ao nosso encontro: ele é comunicação, é capaz de curar os nossos desacertos comunicativos e de nos tornar plenos da graça de fluxo relacional sadio e construtivo”.

Assim que possamos utilizar as tecnologias de forma sincera, cautelosa, para que seja uma ampliação das nossas vozes, nossos olhares, nossos sentidos, permitindo que cheguemos aos mais distantes lugares, mas também que nos aproximemos dos que estão ao nosso redor.

Como comunicadores, somos uma “mídia”, não só por meio de nossos dizeres, mas, acima de tudo, de nosso testemunho vivo de quem busca comungar do amor de Deus e das pessoas. A palavra não sai primeiro de nossas bocas, mas, antes de tudo, de nossos corações. 

São muitos os meios, mas uma só mensagem: reafirmar o Senhorio de Jesus sobre as nossas vidas!

Uma comunicação que gera comunhão. Comunhão que nos leva a missão!

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